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Consumismo e contra cultura
O consumismo pode ser considerado um símbolo da contra cultura? O que faz o mundo girar em busca de uma tal globalização? A vida na terra precisa mudar de rumo. A forma atual da civilização, do consumo da exploração de recursos pode inviabilizar a própria sobrevivência do homem. É o que aponta o relatório do PNUD – Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento. A ampla pesquisa sobre a saúde do nosso planeta foi realizada nos 175 países que integram a ONU. O perfil é preocupante a começar pela população. O homem demorou 3 milhões e meio de anos para povoar a terra com 1 bilhão de habitantes, o que aconteceu em 1830. Mas foi preciso apenas um século para dobrar esse número, em 1927. Na última década chegamos a situação assustadora de aumentar em 1 bilhão o número de pessoas. Hoje somos 6 bilhões. No mundo, nasce uma criança a cada segundo. O futuro preocupa. Um dos graves problemas da terra, será o problema ambiental. No terceiro milênio viveremos a crise do abastecimento de água. Apenas 3 milésimos de toda a água da terra, ou seja menos de 1 por cento é adequada ao consumo humano. O mundo já utiliza 50 por cento da água disponível. Um limite perigoso, principalmente para uma civilização que concentra os recursos, e ainda polui o pouco existente de água potável. Segundo a Unesco, nos próximos 50 anos, todas as pessoas do planeta serão afetadas de alguma maneira pela crise no abastecimento. O relatório PNUD aponta também falhas na distribuição e no consumo de alimentos. O desequilíbrio na distribuição da riqueza é uma das provas da contra cultura. O padrão de consumo no mundo mostra uma clara diferença entre desenvolvimento e crescimento econômico. O consumo desenfreado provoca graves danos ao ambiente. O lixo cresce, aumentam as doenças que atingem as nações mais pobres. Os desequilíbrios detonam conflitos armados que só nos últimos 10 anos causaram a morte de dois milhões de crianças. Além de apontar os principais problemas do planeta, o relatório da ONU apresenta uma proposta de desenvolvimento que leva em conta os direitos humanos. Foi estabelecido um plano básico de ações para melhorar a qualidade de vida na terra. A agenda 21. O ponto de partida para um mundo melhor está a cargo de cada cidadão, seja ele rico ou pobre.
Escrito por Flávia Lippi às 15h45
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Trabalho Iluminado
O empresário Ken Blanchard é um dos mais bem pagos executivos dos Eua e é considerado um executivo espiritual. Todos os dias ele deixa uma mensagem global pelo correio de voz, para inspirar os funcionários e incentivar que dêem o melhor de si e mais lembrá-los da missão e dos valores internos. Esta mensagem é também colocada na internet e disponibilizada para os 280 associados da empresa nos EUA, Canadá e Inglaterra. E sabe qual a justificativa deste empresário para ter este trabalho todos os dias antes de iniciar a jornada? Ela acredita que cada um de nós, bem lá no fundo pede em voz baixa: “Inspire-me! Ajude-me a ser o tipo de pessoas que desejo ser.” O importante é não se fixar em uma idéia específica de credo. A regra de ouro é o mantra. Cada religião tem o seu. Palavras de sabedoria de grandes profetas e líderes espirituais, como Buda, Maomé, Moisés, Mahatma Gandhi, Yogananda, Dalai Lama, Prabupada, Govinda Maharaj – e também de líderes inspiradores como Nelson Mandela, Martin Luther, Carl Jung, King e Dag Hamarkjold podem servir de guia. Muitas pessoas vêem o trabalho como um lugar em que podem vivenciar sua espiritualidade pessoal; algumas enxergam seu local de trabalho como sua principal comunidade espiritual. Nós concordamos. Estamos tentando construir a casa do trabalho sobre os alicerce da rocha da sabedoria. Isso nos leva a uma questão vital. Existem três tipos de profissionais: - Os fracos, que estão sempre procurando saber quais são os seus direitos
- Os bons, que procuram cumprir os seus deveres
- Os sensacionais, que buscam oportunidades par mostrar que são imprescindíveis.
Algumas pessoas querem colocar seu destino e seu futuro nas mãos dos outros: - É só dizer o que fazer que eu faço
- Você é que é o dono é que deve saber tudo
- Ele é o chefe e é bem pago prá isso. Ele é que faça.
- Eu só trabalho aqui, as regras não são minhas...
Mas um profissional iluminado diria: - Você lucra exatamente aquilo que está disposto a investir
- Se eu sou o dono do problema, também sou o dono da solução
- Eu crio o meu próprio futuro com meu pensamento, minhas decisões, ações e atitudes.
“ Um bom empregado serve seu empregador de cinco maneiras: ao se levantar e começar a trabalhar antes dele;ao encerrar as atividades depois dele; ao tomar apenas aquilo que lhe é dado; ao se esforçar por fazer bem seu trabalho; e por defender o nome se seu empregador” Diga Nikaya 31 Básico sem adulação: - Chegue cedo. Você estará calmo e controlado e as coisas organizadas para iniciar o dia.
- Fica depois dele e arrume o dia de amanhã. Seu colega e seu chefe agradecem o esforço para que o dia comece iluminado.
- Levar uma caneta, um lápis ou qualquer coisa de qualquer espécie de seu trabalho significa roubo. Preste atenção na energia estabilizada nestas atitudes. Elas param ao seu redor e afinal de contas qualquer um faz isso, menos você.
- Não trabalhe somente para sobreviver. Esforce-se e seja o melhor que puder. Não perca energia maquinado coisas e sonhando acordado , faça seu trabalho.
- Defenda o nome de seu empregador. Você é a empresa, você é ele. Se se importa com o local onde trabalha honre seu nome.
A alma do negócio Seja você empresário, executivo, vendedor, operário, estagiário, profissional liberal, tem de ter consciência clara de que você é dono desse negócio. O seu comprometimento tem de ser total. A capacidade de realizar os seus projetos tem de superar todas as expectativas. Assuma que você é a alma do negócio e pare de esperar que alguém lhe diga o que fazer. Seja humilde e escute as pessoas, mas tome consciência de que a decisão da sua vida é sua e a responsabilidade é somente sua.
Escrito por Flávia Lippi às 20h21
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Transformação
A Fé é sinônimo de autotransformação. Apenas com ela podemos seguir o conceito mais amplo de virtude,do amor ou do respeito à verdade como única fé com validade universal.
A virtude da fé exige dos homens entre si e de cada um isoladamente, o máximo de honestidade possível,de sinceridade,autenticidade e franqueza e, em conseqüência,o mínimo de artifícios ou dissimulações.
Na transformação de si mesmo exige a transparência , que não impede erros, mas é compromisso de dizer e fazer aquilo que se pensa ser verdadeiro,sendo fiel nas palavras e atos, ao que se crê como verdade, ao que se é e ao que se pensa e se transformou.
A transformação trás consigo o essencial da fé: o amor a verdade e a lucidez da ação.
A fé é a coerência com o próprio ser interior, sua transformação e ação.
Fé é sinônimo de confiança, que significa fiar juntos. Somos então nessa transformação, a teia unificada da vida. Essa teia está entrelaçada entre irmãos que às vezes nem bem conhecemos, mas que, em algum lugar tece a trama de nossas vidas.
A autotransformação concentra todas essas energias que se somam no universo para que a própria vida siga seu caminho costurando a trama final, do bem e da confiança.
A confiança é essa certeza de que não estamos sós, por mais escura que a travessia pareça algumas vezes.
É na autotransformação que agimos em favor de um planeta mais solidário, mais humano, mais verde e assim convergimos nossa força com a força da vida que permeia todo o universo.
Escrito por Flávia Lippi às 11h43
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Ajuda
Há explicações para o bem e o mal? Antes de tudo eu acho que a maldade não pode ser definida, ela pode ser experienciada, seja na nossa vida pessoal ou social. Normalmente a gente vê a maldade nos outros e não em nós. Não queremos assumir as nossas sombras, preferimos ver a nossa luz. E, no entanto, nós todos somos marcados pelo mal. Faz parte da natureza humana essa ambigüidade, tem coisas que definimos como boas e coisas que definimos como más, e essas coisas estão sempre presentes no ser humano, só que a gente prefere ver o que é bom, o que tá na luz e jogar pra debaixo do tapete, pra sombra, aquilo que é ruim. Mas, esse ruim acaba aparecendo nas entrelinhas, apodrece debaixo do tapete, fermenta nos lugares onde a gente não olha e sai nos atropelando.Brincando com um amigo meu que faz muito trocadilho, ele falou, o mau em si não é ruim não o mal em mim é que é. A gente tem que encontrar o mal na gente, apontar o mal nos outros é muito fácil.
E aí me lembrei de quando disse a você : Quando ajudamos alguém que está na miséria da vida. Emocional, financeira, sentimental. Quando ela se re-estabelece , ela nos odeia pelo resto da vida. No primeiro momento ela te ama, te venera, te admira, no segundo ela se apaixona e quer para ela e num terceiro e derradeiro ela te odeia. Daí , eu digo que é preciso ter coragem para dar aa mão a alguém desconhecido que precisa de ajuda.
Segundo Goethe, na coragem contém a genialidade, o poder e a magia. Ele também costuma dizer que no momento em que nos comprometemos definitivamente com algo, a providência também se move e, para isso, é preciso coragem. No tocante a vida terrena, penso que na coragem existam outros componentes como o afeto, a autoconfiança, a crença e aceitação de que a confiança no outro às vezes se desfaz. O afeto é o início de tudo. Porque a autoconfiança nasce em nós quando ainda somos bebês. Precisamos desse afeto para fazer germinar uma semente madura capaz de entender as agruras da vida. Imagine que nossa auto-imagem é desenvolvida boa parte até nossos poucos 6 anos de idade. Com afeto e autoconfiança, vamos caminhando e, aos poucos, percebendo a necessidade de ter crença. Para crer é preciso saber quais medos nos impedem de viver a vida e suas responsabilidades. Quando não sabemos como é o espelho que nos persegue, não sabemos se cremos. Para aceitar, é preciso crer e para crer é preciso entender que, muitas vezes, a confiança no outro se desfaz. Na vida, não há espaço para a cegueira. A confiança nos dá a verdadeira noção do que é ser honesto e responsável. No momento de desentendimento, percebo claramente os espelhos se movendo e, aos poucos, fui me lembrando que os seres humanos não são transparentes nem para eles mesmos e portanto aquele momento me pedia apenas coragem.
Termino com uma frase de Sri Krishna no verso 16, capítulo 14 no Srimad Bhagavad-gita. "Os sábios proclamam que o trabalho no modo da bondade resulta em paz e felicidade, o trabalho no modo da paixão resulta em miséria, e o trabalho no modo da ignorância resulta em escuridão ou morte". Assim seja. E que no próximo encontro , os espelhos estejam limpos.
Escrito por Flávia Lippi às 11h42
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Fé
À vezes temos a impressão que o barco vai naufragar. Parece que tudo e todos conspiram contra a nossa vida. Vivemos um pesadelo. Ficamos com medo.
Quando o medo se instala dentro de nós, o pânico tende a nos arruinar.
Todos nós já nos deparamos com situações como esta.
Nos sentimos terrivelmente impotentes. Todas as nossa pretensas experiências não são suficientes diante de tamanho vendaval.
É exatamente na solidão de um barco quase à deriva, na sensação de que não há como sobreviver às tormentas, quando a dor é mais intensa,que percebemos o quanto somos vulneráveis e frágeis para enfrentarmos sozinhos os temporais da vida.
A dor não conhece limites. De alguma forma, ela é um espelho que reflete nossas limitações. A dor nos causa desconforto, insegurança e angústia. É na alma que a dor nos maltrata mais. Quanto mais profunda é a dor, mais nossa humanidade é exposta, com suas carências e fragilidades.
Algumas tempestades da vida não podem ser vencidas sem a ajuda da fé.
A dor da separação, o medo do amanhã, a sensação de abandono, a descoberta de uma enfermidade grave...
Na fé, descobrimos o conforto de que nenhuma tempestade é para sempre. Os ventos contrários por mais violentos que sejam , serão transformados em brisa leve. O segredo está em esperar, persistir e lutar contra as águas revoltas com nossa força interior e a fé no universo.
"De todas as toxinas produzidas por nós, as mais lesivas são aquelas originadas de nosso ego auto-centrado ou egocentrismo. Elas são responsáveis por uma visão irreal de nossa própria existência, de nosso papel no Universo e de nossas relações com os demais seres.
Os pensamentos, emoções e ações gerados por este bhava ou motivação egocêntrica são produtores de sofrimento mesmo quando haja sensação de prazer, porque produzem na mente desejos que não podem ser satisfeitos em sua totalidade gerando frustração - dukha. Da mesma forma geram auto destruição e uma ação predadora no mundo e nos seres em torno dele.
Tanto materialistas quanto religiosos podem ser egocentrados. Estes últimos vêem Deus apenas como um instrumento da realização de seus desejos e o Céu como um lugar onde tudo isso será idealmente realizado".
Na fé achamos o caminho para meditação. Onde podemos abrandar a mente e ver claramente as forças que nos regem.
Portanto, a solução para livrar-nos desta angústia-raiz de nossa existência e destas toxinas que têm evidentes efeitos sobre nossas almas, intelectos, mentes e corpos é o tomarmos consciência de nossa real natureza .
Escrito por Flávia Lippi às 16h13
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Equilíbrio no trabalho
O ser humano é o único animal com capacidade de autopercepção. Essa característica é ao mesmo tempo nossa benção e nossa maldição. Sempre temos a opção de expressar nossos pensamentos e sentimentos ou expressar algo diferente . Em outras palavras, aprendemos a mentir.
Essa habilidade para dissimular causa muitos problemas no trabalho. As pessoas mentem no trabalho quando sentem que precisam esconder a verdade. Talvez achem que, se discordarem do chefe, isso prejudicará suas carreiras . Se eles apontarem os pontos fracos de uma determinada idéia, serão rotulados como " pessoas que não têm espírito de equipe". Essas crenças nos ensinam a mentir. Acabamos vendo organizações inteiras cheias de pessoas que mentem umas para as outras. Fica difícil manter-se iluminado e desperto quando se é obrigado a mentir sobre o que se vê e pensa.
Para simplificar e facilitar o jogo de disciplina pessoal em busca do equilíbrio listei sete regras que devem ser lembradas e revistas sempre que surgir uma dúvida de como agir:
- 1) Coloque a ética em primeiro lugar: Agindo com ética você estará beneficiando a si mesmo e aos outros com os quais você lida. Torne a sua vida melhor a medida que pode tornar a de outros melhor também. A harmonia interna nunca se dá por completo quando atinge apenas uma pessoa.
- 2) Invista em Informação, todo tipo de informação: O entretenimento é fonte de informação. Não subestime o valor de um bom filme, de um bom livro ou de uma viagem interessante. Priorize hábitos como este. Permita-se evoluir e aprender sempre que possível. Essa atitude refletirá no seu bem estar assim como no acréscimo de cultura e conhecimento.
- 3) Pratique exercícios Físicos: Encontre uma atividade que lhe dê prazer. Pense no seu corpo como um templo, que precisa receber cuidados e investimentos e que não consegue escapar da ação do tempo. Dedique-se a sentir-se bem dentro de seu corpo. Olhe-se no espelho e desenvolve um amor próprio pela sua aparência física.
- 4) Cuide da sua saúde: Médicos, dentistas etc devem ser visitados anualmente. Brincar com a saúde é o mesmo que comprometer uma empresa levando ao fracasso sua principal fonte de lucro. Pense que saúde não é hobby é obrigação. A maioria das doenças podem ser evitadas e curadas quando percebidas em seu estágio inicial.
- 5) Mantenha o bom humor: Sabe aquele ditado "Rir é o melhor remédio"? Ele é verdadeiro! O alto astral faz seu trabalho render e aparecer muito mais. O bom humor contagia pessoas e traz boas energias para o ambiente em que nos encontramos. Contagie e permita-se contagiar.
- 6) Gerencie seu stress: Tenha sempre em mente que há muita vida fora do trabalho. Aprenda a lidar com a tensão e uma vez que o problema terminou jogue-a fora. Não cultive pensamentos negativos. Não desmereça a si próprio, nem publicamente nem internamente.
7) Aproveite de sua desenvoltura social: Cultive amizades, participe de grupos e equipes. Vá a jantares, festas, coquetéis e almoços e mesmo que estes estejam relacionados com trabalho procure desfrutar do ambiente, da companhia de outras pessoas: Divirta-se!
Escrito por Flávia Lippi às 16h12
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Encontros
Muitas pessoas me perguntam como faço para manter a calma e não entrar em atrito. A minha resposta é sempre a mesma: eu também entro em atrito.
Pense bem. As pedras da nascente de um rio são pontiagudas, toscas, cheias de arestas. Ao longo do rio, com o atrito entre elas e carregadas pelas águas, durante uma longa jornada, as pedras se tornam polidas, limpas e arredondadas. Assim somos nós. Entre atritos e contatos , somos transformados. Para haver evolução, é preciso estar próximo, permitir o relacionamento com o outro, rolar,desgastar, evoluir e transformar.
Quando olho para trás, lembro-me de tantas formas pontiagudas que carrego no meu ser e das marcas de várias pessoas importantes registradas em minha alma. Seres que me permitiram no contato com eles, me transformar no que sou, ajudando a eliminar arestas, dando-me forma, transformando-me em alguém mais suave, mais inteiro, mais consciente. Existem aqueles seres que também me criaram arestas e que ainda preciso lapidar. Mas o contato com eles me faz crescer, me traz experiência.
Acredito que no fim de tudo serei uma pequenina pedra, cada vez menor e mais fácil de carregar. Mais perto de minha essência.
Finalmente serei parte do outro, do todo, e terei a compreensão exata da grandeza do universo e de quão pequena posso me transformar.
No amor, transformamos o atrito. No atrito do contato puro com o outro descobrimos o amor verdadeiro. É só através dos relacionamentos que nos permitimos desbastar os excessos. Tive a ilusão de que amar era evitar confrontos e sentimentos ruins. Descobri que na construção do amor, fazia parte ferir e ser ferido, ignorar e ser ignorado, ter e perder. Envolvimento gera atrito, que faz parte da lapidação do amor.
Neste caminho entra o Yoga." Yoga é a síntese de tudo. Patanjali no Yoga Sutra diz: Yoga é a prática que nos liberta do sofrimento. O conjunto das causas do sofrimento que passamos em nossas vidas é chamado, por Patanjali, kleshas e envolve:
- a ignorância - avidya - daquilo que nós realmente somos,
- a consequente identificação - asmita - com nossas emoções, pensamentos e corpos que, na verdade, são instrumentos do Eu.
- desta identificação provêm o apego e a aversão - raga e dwesha- de onde surge um sentimento de insatisfatoriedade e incompletude levando à frustração, melhor tradução da palavra sânscrita duksha do que propriamente dor.
- Como resultado das causas anteriores surge abhinivesha que pode ser traduzido como uma sede exagerada de desfrutar da vida perdendo, com isso, a perspectiva dos reais objetivos da vida"
Afinal, ninguém muda ninguém, ninguém muda sozinho, nós mudamos nos encontros, é nos relacionamentos que nos transformamos.
Permita-se, mude, encontra-se.
Escrito por Flávia Lippi às 16h11
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