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Recadinho
Pessoal, mais um ano chega ao fim, e a esperança e força da renovação mais uma vez brota em nossos corações. Quero aproveitar a chance para desejar a todos que passaram (e passarão) por aqui, um 2005 iluminado e saibam que adorei ter mais este cantinho para poder expor alguns pensamentos, mas o melhor de tudo foi poder receber o carinho de vocês.


Um grande beijo,
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 10h45
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Comunicação não é o que você está dizendo e sim o que o outro está ouvindo 
Quem não se comunica se estrumbica, já dizia o famoso Chacrinha. A dificuldade de comunicação é talvez um dos maiores problemas enfrentados por nós. Principalmente com quem temos mais intimidade. Frases como: " Eu já falei um milhão de vezes...."; "Será que você é surdo?"; "Estou falando grego?" fazem parte do cotidiano de quem está tentando se entender ou se perder no entendimento.
Se alguém fizer uma pergunta em árabe e você não falar a língua, fica difícil responder não é mesmo? Todos os dias entramos em diálogos que mais parecem árabe. Você fala alguma coisa importante para seu entendimento e o outro trava uma discussão interminável em torno daquilo que você acha que não disse.
As dúvidas em comunicação passam pela nossa formação cultural e até educacional. Cada um é criado sob um ponto de vista. Cada significado da vida parte de nossa experiência pessoal.” O que a palavra "amor" significa para mim pode não ter o mesmo significado para você. Isso soa familiar? Pois é! Depois, surgem as cobranças: "Mas você não disse que me amava?" Sim, talvez seu amor tenha realmente dito que a amava. Mas o que ele entendia por amor? Ele disse uma coisa, e você interpretou o amor dentro da sua ótica”. Outra resposta possível para esta confusão talvez esteja em nosso cérebro. A neurologia mostra que quando ficamos tensos, ansiosos ou muito preocupados com alguma coisa, nosso cérebro primitivo (aquela parte primeira do cérebro que todos os animais possuem) consome mais energia do que as outras partes (por exemplo, os hemisférios direito e esquerdo, responsáveis pela criatividade e pelo raciocínio).
Em outras palavras, quando estamos nervosos, nossa habilidade cognitiva é prejudicada e torna-se muito semelhante a de um animal. As nossas reações também. Perdemos grande parte de nossa capacidade de compreender. Seu cérebro primitivo está em ação, lutando pela sobrevivência num mundo que te deixa angustiado. Passa então a ter reações bastante desagradáveis com os outros. Neste estado mental, qualquer comunicação será incompreensível. Será o momento mais inútil para justificativas ou explicações. Quando ambos estão envolvidos em uma discussão são neurologicamente incapazes de trocar informações inteligentes. Certifique-se de que suas idéias ficaram claras e compreensíveis para o outro. Saber comunicar-se adequadamente é um dom, mas também pode ser aprendido.
Frase da semana: “Quanto mais leio e vivo e medito, mais perplexo a vida, a literatura e a meditação me põe. Tudo é mistério. A vida é mistério." Guimarães Rosa
Escrito por Flávia Lippi às 14h27
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A vida é a soma de experiências e conquistas
Escuto o tempo todo aquele velho papo de planos para o futuro. Toda segunda-feira uma imensidão de promessas, sem falar da virada de ano e de todo início de mês.
Nós somos feitos de metades de vida, pedaços de sonho, concretizações, arranhões e muitas memórias grudadas na pele. Junto desta química, temos aquela pitada de amigos e companheiros. Eu acredito na existência de dois tipos de amigos: os que juram que vão cumprir a promessa e aqueles que não prometem porque sabem que não vão nem começar...
Eu fico do lado dos que não prometem. A nossa luta diária é tão desgastante que seria mais sábio repensar as promessas. Por que não esquecer o regime e lembrar de nosso gosto pessoal. Esquecer do novo emprego e nos empenharmos em melhorar o velho. Esquecer o príncipe encantado e amar nosso sapinho lindo... Parar de guardar aquela graninha da viagem para Grécia e curtir com amigos uma viagem por aqui mesmo, mas, com a companhia deles.
Que tal focar a vida em tudo que é bom e deixar prá lá este monte de promessas...
Que tal valorizar nossas alegrias diárias e parar de nos torturarmos com aquele outro sonho de mudança. Toda boa experiência serve de referência. Não existe um sonho capaz de marcar nossa vida. As realizações é que marcam os nossos passos, as pessoas que nos acompanharam, nossa vida e nosso dia-a-dia. Não realizar deixa um rastro de angústia e decepção... Nada melhor que encher o coração de alegrias e realizações. Existem sonhos que jamais realizaremos e em compensação existe realidades que são melhores que muitos sonhos.
Que tal parar de prometer e curtir tudo aquilo que já realizou?
Escrito por Flávia Lippi às 12h59
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Ex-namorado, Ex-amigo
Todo mundo já passou por isso um dia. Terminar um namoro, casamento, caso, ficante, qualquer coisa é sempre um término e isso significa, horas de choro, noites de raiva e emoções galopantes que terminantemente deveriam sumir de nossas vidas. Se você é do tipo PEIXES, como eu, vai se achar a última das mulheres, mesmo que isso só dure uma hora. Aliás, o tempo da dor não conta, já que cada uma tem a sua e às vezes uma hora parece uma eternidade. Estava conversando com uma amiga sobre ex-namorados. Sempre achamos que tudo vai acabar diferente. E de fato acaba mesmo, porque a gente amadurece e vai se tornando mais experiente até para terminar um relacionamento. Mas ainda não sei se é possível criar vínculos com ex-namorados. Tenho experiências diferentes neste caso. Ser amigo significa respeitar, aceitar as diferenças, ajudar quando precisa, olhar como quem olha um amigo crescido. Um ex-namorado já não é nada disso, e provavelmente o término aconteceu, porque faltou muito disso ou porque não existe mais necessidade de relacionamento com aquela pessoa. Parece estranho, mas as pessoas precisam entender que os ciclos terminam mesmo e que até na amizade pode haver um tempo determinado se não for uma amizade construtiva. Quando um relacionamento chega ao fim costumamos dizer que deu errado. Acho que é hora de repensar isso. Na minha opinião provavelmente ele deu super certo pelo tempo que tinha que ser. Ou seja, terminou porque daqui pra frente ficaria ruim. Depois de anos juntos, se divertindo e vivendo tudo que se vive num relacionamento, é possível pensar na possibilidade de eternidade, mas eternidade não existe e nem é saudável. Vivemos de transformações, sonhos, realizações e nesta mística é importante saber terminar os ciclos da vida. Vale à pena pensar na possibilidade de transformar este velho namorado num velho conhecido distante. Aquele que você não vê muito porque não mora perto e porque às vezes uma pequena conversa por telefone basta para saber como vão as coisas. Afinal vocês se conhecem bem e não precisa de muito papo para saber como vão as coisas. Não precisa estar presente todo o tempo e pode ser também apenas uma pessoa especial na vida. Não acredito em inimizade depois do namoro, mas acho que o tempero da amizade pode ser o respeito pelo que passou e não um resgate do que não foi. Afinal de contas que saco ter que agüentar ele implicando cm seu novo namorado só porque ele é dez anos mais novo que você né...
Frase do dia: “Seja compassivo e não excêntrico. Seja diligente e não monótono. Seja atual e não ultrapassado. Seja harmonioso e na radical”. Dalai Lama
Flávia Lippi apresenta o Programa Repórter Eco todos os domingos, às 19:00 na TV Cultura canal 2, multicanal e Globosat, canal 27
Escrito por Flávia Lippi às 21h27
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Homem ideal 
Existe homem ideal? Quer dizer existe gente ideal? Ah, esse conceito de ser ideal já é complicado desde a teoria. Imagina se a gente começa a fazer a lista de como é um parceiro ideal. Vou falar de homem porque em tese é minha cara metade. Gosto muito de ler sobre comportamento e nesta caminhada li um livro chamado Marketing to Woman, de Martha Barletta que consegue fazer uma análise das diferenças de atitude entre homens e mulheres. Como estamos falando de homem ideal, resolvi citar esta passagem para deixar claro, que o papo pode ser mais cabeça do que a gente imagina. Para começar, ideal é aquilo que a gente acha que é bom do nosso jeito. Então cientificamente já será impossível de achar o tal cara. Se existe um livro que fala das diferenças, já imaginou a salada?
Segundo a autora do livro, as mulheres valorizam pessoas e time, já os homens valorizam seu crescimento individual. Então é claro que numa casa onde existe, pai, mãe, filhos, às vezes sogra e amigos, a mulher lidera por enxergar o time... Mas nós queremos um homem ideal, que olhe o todo da casa, o problema de cada um e que no final veja como é eficiente nossa administração doméstica. Nós conseguimos pensar em várias coisas ao mesmo tempo e temos a capacidade de integrar coisas novas, já eles pensam em uma coisa de cada vez. Aí eles chegam em casa cansados do trabalho, como nós, e pedimos para dar atenção ao filhote mais novo que está carente, consertar a antena de tv que caiu com a chuva e dar um beijinho de boa noite já que fazem semanas que não conseguimos passar umas horas juntinhos. VOCÊ ACHA QUE ELE CONSEGUE MESMO??? Claro que não, a gente é que consegue e lá vai o homem ideal pro brejo de novo.
A vida é como um quebra cabeça, e nós mulheres temos o dom de integrar as diferentes partes deste tabuleiro, enquanto nossos companheiros só conseguem ver as partes separadamente. Neste mística, nós sempre achamos que o homem ideal é aquele que faz o que a gente quer que ele faça e o erro está exatamente nisso. O melhor é querer um homem que com as características de homem possa, nos entender com nossas características femininas. Assim unimos talentos diferente como numa equipe de trabalho. Às vezes transportar para casa as ferramentas de trabalham pode dar certo, porque lá no ambiente hostil e competitivo desenvolvemos habilidades que podem nos deixar mais coerentes com nossos objetivos pessoais. Se temos paciência com nosso superior, que muitas vezes é agressivo, quer dizer que desenvolvemos a habilidade da paciência. Usar em casa pode mudar nossa vida. Nós mulheres geralmente queremos conhecer cada detalhe da história, enquanto os homens querem apenas as manchetes e ser for interessante eles vãos pedir os detalhes Pode ser um exercício saudável colocar na manchete tudo que você precisa dizer objetivamente e sem rodeios. Pode simplificar a relação e adiantar o lado dos dois.
Ser ideal me parece ilusório, mas ser real pode ser uma boa saída para a insanidade coletiva que vivemos hoje.
Frase do dia: “A perfeição está em fazer tudo com amor e responsabilidade”.
Um abraço,
Flávia
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Flávia Lippi apresenta o Programa Repórter Eco todos os domingos, às 19:00 na TV Cultura canal 2, multicanal e Globosat, canal 27 e reprise às quintas à meia noite.
Escrito por Flávia Lippi às 09h32
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Massagem faz bem para o corpo e para alma 
Neste mundo super estressante é preciso buscar novas formas de encontrar harmonia entre o corpo e a mente. A massagem é uma maneira deliciosa e extremamente eficaz quando relacionada ao equilíbrio de forças vitais. A massagem pode proporcionar ao corpo, no mínimo 12 sensações diferentes de bem estar.
1. Produz dilatação dos vasos sanguíneos 2. Aumenta a chegada de sangue rico em oxigênio limpo, a chamada perfusão 3. Move líquidos dos tecidos 4. Estimula os gânglios linfáticos eliminando líquidos 5. Seda e relaxa os sistema nervoso central e periférico, aliviando a tensão. 6. Ativa a circulação tonificando os órgãos internos 7. Produz analgesia. O calor do atrito provoca vasodilatação, funcionando como antiinflamatório em lesões graves. 8. Aumenta a elasticidade e a flexibilidade da pele 9. Estimula as secreções sebáceas e sudoríparas, limpando e liberando as toxinas acumulados nas regiões intracelulares. 10. Alivia as contrações musculares 11. Reduz medidas, diminuindo o acúmulo de líquidos no organismo.
Perto da sua casa, com certeza você encontra algum destes tipos de massagem que eu sugiro aqui: Shiatsu, Tui-na, Reflexologia, Quiropraxia, Do-in, Ayurvédica, Shantala, Drenagem Linfática, Sueca, ou Breema, mas de qualquer forma vou ensinar um passo-a-passo de alto massagem para você se sentir melhor no trabalho, em casa ou até mesmo no trânsito.
Se tiver em casa, lave os pés com água morna para aquecer e relaxar. Caso esteja em algum lugar que seja impossível lavar os pés, apenas aqueça-os com as mãos fazendo fricção. Depois faça um movimento de rotação para um lado e depois para o outro. Bem devagar... Leve o pé para cima e para baixo sentindo puxar a batata da perna. Pegue um pouco de creme, passe nos pés e massageie bastante. Com o polegar faça movimentos de bolinhas em toda a extensão dos pés. Faça um efeito sanduíche. Uma mão em cima e outra em baixo fazendo força, apertando os pés. Puxe dedinho por dedinho e por fim enrole o pé como se fosse uma meia, o máximo que conseguir. Relaxe e coloque uma meia para aquecer o local.
É um alívio e com certeza você vai se sentir melhor para continuar o dia.
Um abraço,
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 15h06
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Um espírito de luz é um ser cheio de amor
O post de hoje é dedicado a uma amiga muito querida. Vera Diegoli e eu estamos juntas nesta jornada há 10 anos. Sempre que conversamos sobre a vida, o que é muito constante, lembramos da força que nos uni no Programa Repórter Eco. Na semana passada ela me disse: Você só pode ficar indignada se houver amor em sua ação e agir com serenidade e paciência. De fato, o afeto, o amor e a compaixão são os elementos mais importantes para seguirmos nesta vida. Crianças são o futuro e precisam viver sob um teto de afeto, compaixão e dedicação. Crianças criadas em harmonia, são mais felizes. Quando vemos o medo, a falta de amor e afeto nos olhos de alguém, imaginamos um espírito infeliz, sem condições de mudar o seu caminho. Quando nascemos, não temos conceitos pré-definidos, religião ou pensamentos concretos, somos livres e cheios de afeto. Se nascemos com a porção do amor em quantidade suficiente para doar, é necessário então, receber imediatamente. Um bebê não sobrevive sem afeto, sem amor. Amor e afeto são a união essencial para compaixão, que independe da intimidade ou amizade com outra pessoa. Compaixão é responsabilidade. Ela só é percebida em nós, quando notamos no outro as mesmas necessidades que a nossa. Geralmente confundimos compaixão com vínculo. Claro, que você cuida de seus amigos e familiares, mas por vínculo, hábito e até necessidade. Compaixão é o ato de amar ao próximo apenas para tentar dar a ele o mesmo valor que você dá a sua própria vida.
Até amanhã!
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 08h48
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Deus fez a gente assim 
Outro dia estava vendo um comercial e morri de rir da interpretação da criação do mundo feita pelos publicitários que criaram o filme. Deus dizia assim: Na véspera do meu descanso, já havia criado tudo e me perguntaram qual povo eu colocaria no Brasil. Ele respondeu que podia ser qualquer um. Houve uma revolução no céu e ele decidiu então colocar um povo solidário, feliz e incansável. E olhando bem, nós brasileiros somos bem assim mesmo...Mas acho que Deus encheu o mundo com muito mais que só brasileiros como estes. Tenho a forte impressão que Deus nos criou com a cabeça no lugar, com muito conteúdo dentro, olhos brilhantes que revelam nosso idealismo e pés para caminhar na realidade. Nos criou para emocionar, rir e chorar de coisas bem simples.Um telefonema de um amigo querido, uma canção suave, um filme, um carinho, um amor sereno. Acho que Deus não esqueceu de nada. Colocou em nós todas as forças da natureza. O aroma das flores, a lealdade dos animais, a poeira do deserto, os ouvidos da terra. Ele ainda nos deu um relógio interno, capaz de ter tempo para sorrir, perdoar, repartir, viver as emoções internas e flutuar na descoberta.
Deus não esqueceu de nos dar a capacidade de escolha para fazer o que mais gostamos sem fugir dos compromissos. Deus nos ofereceu a capacidade de executar o inadiável sem sofrimento. No cérebro ele plantou o professor interno. Aquele que colhe e acolhe, orienta, busca a verdade e aprende com a criança. Deus não faz distinção. Criou o pobre, o rico, o analfabeto e o lutador. Gente de coração aberto, sem ódio e preconceitos tolos. Deus criou o "reestart". O botão que liga para reconhecer o erro , cair e se levantar, aprender com os golpes da vida. E Deus por fim nos presenteou com o amor próprio que rega o amor pela vida.
Frase do dia: "Uma mente aberta, tal como uma janela aberta, deveria ser provida de tela, para não permitir a entrada de insetos." Virgínia Hutchinson
Dica: Pegar firme na sua fé. Sentar conversar com Deus e com você mesmo e lembrar que estamos prontos com tudo de melhor inserido dentro de nós.
Abraços,
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 07h09
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Só quero chocolate
Costumo dizer para minhas amigas que chocolate é homem em barras. Quando a gente fica meio carente de um beijinho, um abraço, um amigo, é só comer uma barra de chocolate bem gostosa que tudo passa. E acredite, tem um montão de gente que pensa como eu e minhas amigas. Quem não se lembra do filme “Chocolate”, onde a bela Juliette Binoche, despertava o coração dos moradores de uma pacata cidade do interior da França com as receitas secretas de trufas de chocolate. Quando vi o filme fui aconselhada por alguns amigos a levar uma caixa de chocolate comigo. Foi o máximo. Pois é, mas não só de fábulas vive a fama do chocolate. Pesquisadores ligados à Faculdade de Medicina da USP escutaram tantas frases parecidas com esta que resolveram estudar o comportamento das pessoas diante do famoso chocolate. Os resultados são super interessantes. Já que falamos aqui de cara na carência do sexo oposto preste atenção nos números da pesquisa, 22% dos entrevistados relacionaram o ato de comer o chocolate com prazer sexual; 63% se referiram ao chocolate como droga e se consideraram dependentes e 43% dos entrevistados apresentaram quadros depressivos. A compulsão foi constatada, mas para quem é chocólatra assumida, a melhor parte da pesquisa é a conclusão de que o chocolate oferece uma série de benefícios à saúde e não atinge o organismo como uma droga. "Além de ser um estimulante do sistema nervoso central, o chocolate melhora a atenção e a concentração, é energético porque possui proteínas, carboidratos e gorduras, ajuda a neutralizar os radicais livres, causa sensações de prazer e bem-estar e ajuda na prevenção no mau colesterol, que pode enturpir veias", detalha Cristiane Durante, nutricionista do Prato. E viva o chocolate. 
Frase da semana: “Saber e não fazer, ainda é não saber”.
Até mais,
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 06h24
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Para um homem ser feliz
Já que o post anterior gerou tantos comentários, vou continuar a falar sobre relacionamentos.
O afeto pode ser a maior arma para um relacionamento amoroso cheio de fantasias. Numa amizade sólida e harmoniosa, contamos com o afeto humano, não com o dinheiro, poder ou sucesso. Quanto mais nos interessamos pelo outro, mais nos preocupamos com o bem-estar de nossos amigos e conseqüentemente mais recebemos. Um relacionamento amoroso é repleto de fantasias. Quando não sabemos compartilhar estas fantasias, não tornamos realidade o sentido do amor.
Ninguém tem o direito do amor desta amada e sim o direito de ser conquistado. A dignidade da relação está na GRATUIDADE do amor. Amor não tem preço. A união de duas pessoas é a forma de operacionalizar o amor. A mística de quem ama é: gratuidade e compromisso para a outra pessoa viver e desenvolver. Nesta mística o primeiro é a doação e segundo a oblação. O amor gratuito não tem discriminação. O amor é uma palavra abrangente e significa: "atender as necessidades do outro em quaisquer circunstâncias". Isto quer dizer que as necessidades afetiva, material e espiritual devem ser atendidas com respeito e dignidade.
Se você foi o homem escolhido para ouvir e partilhar as fantasias de sua mulher, considere-se privilegiado. Nós não dividimos nossas fantasias com qualquer um. Nós escolhemos alguém especial capaz de nos ouvir. Pode parecer estranho, mas para algumas mulheres, fantasiar é a única possibilidade de liberdade. Muitas ainda são oprimidas pelo trabalho, pela educação e pelos preconceitos impostos ao longo dos anos. Para muitas mulheres é difícil compartilhar os desejos mesmo que este homem saiba ouvir, o que é raro. A sua mulher é um ser humano exatamente igual a você, com desejos, sonhos e fantasias. Se ela te propuser uma nova idéia de amor, não ignore e não recrimine. É uma dica para dizer a você que você é o homem que ela escolheu para confiar e amar, e, por isso, realizar seus sonhos mais íntimos. Precisamos nos capacitar para enfrentar a realidade e infelizmente não estamos preparados para aceitar alguns obstáculos que aparecem no caminho. Lembre-se, o amor não tem ação sobre si mesmo.
Uma semana cheia de paz!
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 20h03
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Sem confiança não existe relacionamento
Esta semana recebi uma cartinha da Maria Hélia. Uma garota de 23 anos, com um filho de três e um namorado que não confia nela.
Pensei muito e me lembrei de uma briga que tive com um companheiro, uma certa vez. No meio daquela discussão interminável, meu companheiro parou, olhou bem pra mim e disse: Espera aí. Eu estou do seu lado e não contra você. Porque estamos discutindo sobre a mesma idéia como se estivéssemos em um ringue? Ouvi coisas parecidas de várias outras mulheres. Sabe o que falta? Prestar atenção em você e não nele. O amor é uma preocupação no dia-a-dia de todos nós. Na vida da mulher toma proporções maiores. Se não estamos com alguém, nos preocupamos em descobrir alguém especial, se temos alguém, nos preocupamos em fazer dar certo. Às vezes esquecemos da verdade. E a verdade é absolutamente simples. Não existe um homem que corresponda à nossa busca. Existe um homem que pode completar nossa vida se gostamos de nós mesmas.
A confiança é o único laço possível para perpetuar um relacionamento. É na confiança que estão estabelecidos os laços de união, harmonia e serenidade. Existem várias formas de diagnosticar se estamos amando ou se estamos apenas fixados na idéia de ter uma união. Não é possível aceitar um homem cheio de defeitos, desconfiança e medos, apenas porque foi o primeiro que apareceu na sua frente. Se esse parceiro com quem se encontra não a faz feliz, se você já tentou de tudo e as coisas parecem que não mudam. É hora de perguntar para si, se está valendo a pena. Um companheiro que vale a pena não é um super-homem, mas sim, aquele que se empenha em ser feliz, te ver feliz e fazer o relacionamento feliz junto com você. Um relacionamento sadio é aquele que ambos encorajam a busca de horizontes sociais e espirituais mais amplos, novas amizades, novos caminhos, sem jamais sentir ameaçado por eles.
É isso aí!
Um abraço,
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 09h52
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Televisão, nem bicho papão, nem babá eletrônica
Toda hora a pergunta volta. O que acontece com a TV brasileira? Será que a má qualidade da programação é um fenômeno mundial? Qual o objetivo da televisão? Censura ou liberdade? Ibope ou serviço. De tudo sei que há doze anos optei pela TV pública. A TV pública é sempre confundida. É chamada de TV governamental, TV política ou TV estatal. TV pública é a TV do cidadão com uma programação cultural. Não é uma TV voltada só para crianças como a maioria pensa. É a TV que se preocupa com os fatos que mexem com nosso dia-a-dia, com nosso futuro, com nosso bairro, com nosso país, com a nossa cultura e também com o mundo. A TV pública só tem um objetivo: Gerar conhecimento e informação sobre o que verdadeiramente importa em nossas vidas. A preocupação é a de formação integral do ser humano. Estou falando sobre televisão, não só porque faço parte desta máquina, mas sim porque acho que é hora de repensar os valores da escola, da família e também da televisão. A luta pela sobrevivência brutaliza o ser humano cada dia mais. Pressionadas, a competição entre as pessoas virou motivo para atitudes absurdas. Saímos das cavernas, mas andamos de machadinha na mão. Em nome das metas, profissionais destroem a si mesmos e aos outros. O adversário é tão temido que o sucesso é conquistado de forma agressiva e saboreado solitariamente. O preço é alto. Famílias destruídas, amigos distantes, líderes inábeis, escolas sem objetivo, mídia burra. Perdeu-se a dimensão do ser humano. A sociedade liquidifica os sonhos, tritura a nobreza da maioria das pessoas. “Os sonhos vão sendo substituídos pela destruição”. O World Trade Center, voltou ao chão. A poeira se misturou aos sonhos e tristezas de milhares de pessoas que acreditavam que o mundo dos negócios ficava no topo do céu, perto de Deus. Pois é, e o que isso tem haver com televisão? A mídia que não explora e nem ajuda a moldar este novo ser humano ainda é pouco vista, e chama-se TV Cultura. A nossa programação não grita em seus ouvidos o que é comprovadamente desnecessário para seu crescimento. Nós temos a fala mansa, presteza de informações, entretenimento e prestação de serviço para a comunidade.
Faço aqui um convite para incorporarem em suas vidas, um pouco da nossa vida, da nossa programação, que também é de vocês.
Até amanhã, e aproveito para agradecer a todos que estão visitando e deixando seus comentários por aqui.
Abraços,
Flávia Lippi
Escrito por Flávia Lippi às 08h03
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