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Primeiro passo para a Índia
Acordei um dia e decidi. À partir de hoje vou deixar de sonhar em detalhes e realizar mesmo que em partes. A Índia sempre foi meu sonho. De malas prontas para índia, um mito da moda, parti meio sem saber se conseguiria cumprir o roteiro durante 28 dias. Minha viagem foi fotografada por Fabrício Mathias, fotógrafo sensível que topou dar forma ‘as minhas pequenas letras... descobrindo dentro de mim, como olhar para meu sonho... A idéia era percorrer um pouco do Rio Ganges e na volta trazer um diário deste sonho. A índia se divide em quatro grandes regiões: o Himalaia, rios Indo, Ganges e Brahmaputra; o Decão, e o Ghates oriental e ocidental.
A nascente do Rio Ganges é numa cratera de gelo dos Himalaia que percorre 2.500 Km até a planície aluvial de Bangladesh. Na cordilheira do Himalaia, tem Nanda Devi que é o nome da montanha de 7.800 metros, coberta de gelo que se encontra no Parque Nacional de mesmo nome, que recebe turistas (em geral alpinistas) durante todo o ano.Há rotas fabulosas para caminhadas, inclusive pelo Santuário de Nanda Devi, onde, ainda hoje, é possível com sorte, avistar o raríssimo Leopardo das Neves. Dizem que a vida selvagem do Himalaia é melhor vista nas áreas de preservação de Nanda Devi e Govind Pashu Vihar .
Depois iria para Varanasi, Cidade de Uttar Pradesh, chamada Varanasi em hindi, é o centro da religião e da cultura hinduístas: desde o século VI a.C.
Ela está consagrada ao culto a Shiva. Tem mais de 5 quilômetros de templos, Mandirs, palácios, e escadarias alinhados ao longo do Ganges, o rio sagrado dos hindus. Há sempre uma multidão de peregrinos. A 10 quilômetros situa-se Sarnath, berço do budismo. Foi aqui que Buda proferiu o seu primeiro sermão ao mundo, há 2.500 anos.
E é claro iria visitar meu Guru, Sua Divina Graça Srila Govinda Dev-Goswami Maharaj em Navadwip, a sede sagrada do mosteiro-mãe da Missão Sri Chaitanya Saraswat Math. Por uma semana, participar das atividades internas do mosteiro; as cerimônias no templo, as palestras sobre o Pensamento da Tradição dos Vedas, e a rara oportunidade de me associar com o santo mestre em seus darshans diários.

Escrito por Flávia Lippi às 07h26
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Amizade entre homem e mulher existe? 
Desde a infância ouvimos que amizade é ter um forte elo emocional entre pessoas do mesmo sexo, sem interesse sexual. É comum inclusive ouvir a eterna frase: Não existe amizade entre homem e mulher. Pensando assim, entendemos amizade como um elo de amor, livre de interesse sexual. Qualquer coisa diferente disso traria a ruína da amizade. Não existe nada mais triste que o fim de uma amizade. Elos de amizade, principalmente aqueles antigos quando desfeitos trazem dor especialmente quando ela se dá por uma inesperada decepção com o amigo. Flávio Gikovate, psiquiatra diz sabiamente que, além da frustração pelo fim da relação gratificante, resta o gosto amargo de não se poder confiar em mais ninguém, uma espécie de decepção com toda a humanidade. Sobra também a desconfiança em relação a nós mesmos, que pensávamos ter um critério apurado para saber quem é o outro e, de repente, somos surpreendidos por um grave erro de avaliação. Vale à pena refletir no formato das amizades atuais. É importante perceber a diferença entre uma verdadeira amizade e os conhecidos, que muitos chamam também de amigos. Amizade é coisa séria; já os conhecidos são pessoas que aprendemos a conviver ou pelo trabalho, ou por grupos sociais, mas que definitivamente não são pessoas que dividem assuntos íntimos. Mas amigo é aquele em quem confiamos plenamente, recebemos com amor sem saber exatamente porque. Não precisamos saber de detalhes para ajudar, simplesmente ficamos ao lado para fazer companhia quando eles precisam da gente. Como regra, a amizade não envolve coisas práticas, a não ser pequenas trocas de favores ou ajuda em situações dramáticas. E amizade é amizade, não dá para misturar. Parece que a velha frase continua na moda, só que desta vez com um detalhe: Não existe amizade entre homem e mulher, principalmente no ambiente de trabalho.
Frase da semana: “Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como nós somos.” Anais Nin
Dica da semana: Aquele que quer saber detalhes de sua dor, não é seu amigo é apenas alguém que quer sentir o tamanho da sua dor.
Um beijo,
Flávia
Escrito por Flávia Lippi às 20h17
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Mulheres manduras não ficam
Mulheres maduras não ficam, têm personal lover. A partir dos 15, 16 anos, nos acostumamos a ouvir o verbo “ficar”. Ficar significa achar graça em beijar um monte de garotos e não ter compromisso com nenhum. A mulher vai ficando mais madura e vai se comprometendo com o amor em relação ao sexo. A aliança forte entre sexo e amor só ocorre com o sexo feminino. Os homens, mesmo preferindo as duas coisas, continuam, em sua maioria, gostando de sexo como um prazer descompromissado. Existe agora uma nova modalidade de amor. O personal lover, que as mulheres modernas adotaram como relacionamento sexual fixo e não relacionamento afetivo. Nossas mães foram criadas com o medo de se perder em sua própria sexualidade. Uma cultura defensora do sacrifício, do esforço, da renúncia, muito mais do que a favor do prazer.
"Há uma pequena, porém importante, diferença no funcionamento da sexualidade masculina: após a ejaculação, os homens sentem um relaxamento e uma sensação de saciedade muito maior do que aquela que as mulheres experimentam depois do orgasmo. Dessa forma, ele poderá se masturbar porque isso será prazeroso. Também o fará porque o relaxamento irá ajudá-lo a dormir melhor, por exemplo. Há uma finalidade além do prazer na sexualidade masculina. No caso das mulheres, teria de ser por puro prazer”.
O que fazem as mulheres mais novas e com pouco poder de decisão? Na prática, passam a desenvolver um prazer cada vez maior em se exibir e em provocar o desejo dos homens em geral o que não deixa de ser uma forma totalmente desvinculada do amor, mas têm intimidades apenas com o amado. Vão aprendendo a usar a sensualidade e poder de sedução como uma arma para impor-se.
Frase: “Era como anotasse para se libertar. Se escrevesse aquilo e deixasse ao léu, aquilo eram despetalados espinhos que iriam ficando fora da ferida”. Affonso Romano de Santánna
Dica: Leia alguns dos livros de *Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Autor, entre outros livros, de "Ensaios sobre o Amor e a Solidão", "A Liberdade Possível" e "A Arte de Educar". Home page do autor: www.flaviogikovate.com.br
Um beijo e até o próximo post.
Flávia
Escrito por Flávia Lippi às 18h19
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Estou na 'India em Kajuraho
Estou fazendo uma viagem que sonhei durante muitos anos. Estou seguindo os templos ao longo do Rio Ganges e tambem templos no caminho. Nao posso enviar muitas mensagens, mas prometo que quando der envio novidades daqui. Posso dizer que os templos estao dentro de nos e que a fe e o maior e melhor caminho.
feliz 2005,
amor. Fafa
Escrito por Flávia Lippi às 11h22
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