
Ando gulosa
De repente engordei sete quilos. Gula, fome, doença, desequilíbrio? Como todo mundo primeiro achei um culpado, depois descobri a gula. Uma gula interna que me comia antes que eu sentisse fome. Uma gula que em equilíbrio me devolveria a vontade de fazer tudo ritmado, equilibrado como sempre foi.
Fui ao médico, descobri um problema de tiróide. Comecei o tratamento e junto comecei a entender a fome. Fome de vida, fome de trabalho, fome de amor. A tiróride foi só uma parceira no processo. Dr. Maurício Hirata o médico japonês que me encantou com os ensinamentos da fome , me devolveu a sabedoria do gourmet.
Aos poucos vi a necessidade da gula, mas aquela inteligente que utilizamos a nosso favor. A fome de viver com vontade de criar e experimentar. A mesma compulsão que te faz matar uma caixa de chocolate sozinha pode de maneira gourmet, te fazer criar uma nova vida. Experimentar de tudo um pouco. De tudo da vida, da mesa, da cama, do trabalho. Olhar de gourmet, é um olhar atento, ao sabor, ‘a textura, ao tilintar dos talheres. Como na vida, um gourmet sabe a hora de parar e não entupir seu maior apreciador. O glutão não sabe diferenciar uma coisa da outra e tudo ao mesmo tempo e ao mesmo tempo tudo de novo, vai tornando a vida pesada, sem graça, sem desejo do novo. Ando gulosa, mas agora pela vida de volta. Me tornei gourmet dos momentos, aprecio, olho, observo por onde deve ir e quando devo parar. Minha tiróide agora é minha fiel escudeira e juntas estabelecemos um acordo de harmonia. E ‘a propósito todos cabem de todas as maneiras na diversidade humana. Quilos não significam nada sem equilíbrio.
“A diversidade de formas de vida é a maior maravilha desse planeta.Estamos alterando e destruindo os ambientes que criaram diversidade de formas de vida por mais de um bilhão de anos”. Edward Wilson
Escrito por Flávia Lippi às 19h14
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Viajar pode ser um ato solidário
Quem já não pensou em descansar das intermináveis excursões para os mesmos lugares . É sempre aquela correria. Torre Eifel, estátua da Liberdade, até o bondinho do Pão de Açúcar. Com criatividade e solidariedade, turistas do mundo todo estão substuindo roteiros óbvios por uma rotina menos estressante e bem mais gratificante: as missões de voluntariado. A receita é simples: aventura, disposição, curiosidade e, claro, algum dinheiro no bolso. O gasto não vai para mimos e lembranças e sim para o resultado efetivo de sua colaboração. Há programas para todo o tipo de solidariedade, mas o ecovoluntariado tem sido o maior sucesso entre os turistas politicamente corretos. Os roteiros também são variados. Desde países tradicionais como Canadá e França ou até exóticos como Quirquistão, Tanzânia e Mongólia, todos esperam de braços abertos e carimbo de visto na mão essa espécie rara e apreciada de viajante. Apesar da empolgação de quem já deu sua parcela, o turismo de voluntariado ainda não virou mania. Mas não faltam projetos à espera de pessoas que abracem a causa. No Brasil, outros bons exemplos são o Projeto Tamar, de preservação das tartarugas marinhas, e o Projeto Baleias Jubarte. Para quem quer, é só procurar.
Frase da semana: “Se eu pudesse deixar algum presente, deixaria aceso o sentimento do amor à vida dos seres humanos. E quando tudo faltasse, se pudesse, deixaria a você um segredo. O de buscar no interior de si mesmo a resposta para encontrar a saída.” Mahata Ghandi
Dica da semana: Para saber mais sobre como se voluntariar para as viagens, acesse http://www.br.ecovoluntarios.org
Qualquer informação adicional, escreva para info@montblanc.tur.br ou ligue para (XX21) 2608-1477. E ainda, se tiver o inglês afiado, procure os sites internacionais que oferecem outros programas de trabalho voluntário em outras áreas como educação e saúde: http://www.globalvolunteers.org http://www.volunteertravel.com
Escrito por Flávia Lippi às 13h45
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