Quando tudo se desfaz 
Este é o nome de um livro da monja Pema Chodron, do monastério de Gampo Abbey na Nova Escócia no Canadá. Já aconteceu com você como aconteceu comigo. Derrepente as coisas pareciam caminhar para o lado certo e num piscar de olhos tudo se desfaz.
Uma sensação de derrota nos pára e parece que não vamos mais conseguir nos mexer, somos engolidos pela situação. Mas se a gente tem a lucidez do silêncio. A primeira coisa que devemos fazer é realmente parar e respirar. Se você é do tipo aventureiro, sabe que não existe decepção no esporte, existe chance. E aí está a ferramenta que devemos usar. Transformar a queda numa aventura e portanto numa chance de agir diferente e superar o desafio. Papo furado? Não. Mas é difícil abessa começar a fazer esta transformação.
A monja tem mil dicas em seu livro e diz: “Exatamente ali- na hora em que ocorre a experiência de faltar o chão, quando parece que vamos perder tudo o que é real – é que podemos encontrar as sementes de uma nova vida”.
A pior das ferramentas que vêm em nosso ‘chip”, é a tal expectativa. É ela que junto trás o medo, a raiva, a vontade de virar a mesa e que desequilibra tudo a nossa volta. Quando tudo se desfaz é porque já era hora de refazer. Na dúvida não entendemos o recado e vamos ficando, fingindo, tapando buracos e sem perceber que a mesa já estava em outro lugar... Este chip expectativa precisa ser reprogramado e assim não ficamos lamentando, porque afinal a gente não estava esperando mesmo...
É preciso achar a chave da transformação nos atos de discórdia com a gente mesmo. Brigar, espernear, ficar nervoso, não é mudança de atitude, é não aceitação.
Quando tudo se desfaz, refaça.
Frase da semana: “Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela,mas há também as que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”. PABLO PICASSO
Escrito por Flávia Lippi às 17h46
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