O 7 é considerado o número da perfeição.
Temos os 7 chacras principais, 7 corpos, os 7 raios, os 7 céus, os 7 véus, os 7 dias da criação, os 7 selos do apocalipse, os 7 pecados capitais e por que não os 7 anões e o aniversário da Revista Circuito. Háháhá.
O número 7 é uma vibração de transcendência.
É dinâmico e inspirador em seus efeitos. Auxilia na lógica, no raciocínio claro, na dedução; dá intuição, percepção e favorece os contatos mediúnicos.
No alfabeto hebraico, 7 é ZAIN, e seu hieróglifo simboliza uma flecha em movimento reto. ZAIN designa a tendência, o esforço dirigido a um fim determinado, o objetivo final.
A carta-arcano 7, do Tarô, é chamada de “O CARRO”, simbolizando o triunfo da mente e do espírito sobre os aspectos grosseiros da matéria.
O sete era o símbolo da vida eterna para os egípcios, não é só um número primo, como também é o único sem múltiplos nem divisores (exceto o um, claro). Sendo sete cores do arco-íris e as notas da escala musical diatônica, podemos considerá-lo como regulador das vibrações. É também o número dos dias da semana, dos planetas individuais (Urano, Netuno e Plutão são transpessoais) e dos metais principais.
Sete é o número dos mistérios, da magia, integra o três (a trindade espiritual) com o quatro (a matéria). Enquanto a letra hebraica que representa o dois é Guimel, letra dupla feminina, de cor cinza, que em nosso alfabeto seria “G”. Significa “camelo” e representa simbolicamente a garganta: um canal vazio, uma matriz onde o ar vira som. Hieroglificamente, representa toda idéia de expansão e crescimento. A letra hebraica que é atribuída ao número sete é Cheth, também é feminina, de cor âmbar, significa “campo”, “recinto” ou “cerca”. Hieroglificamente, simboliza a existência elementar, o princípio da aspiração vital. Corresponde ao nosso “ch”.
O sete é um número transcendental, cabalístico, místico, esotérico, mitológico, simbólico e maçônico. O sete está inserido desde a criação do mundo, que foi feito por Deus em sete dias e também está representado pelo símbolo do Delta Sagrado. Na doutrina teosófica, o sete é o número dos ciclos evolutivos. Segundo John Heydon, o sete é um dos números mais prósperos, e também tem sido definido como “o todo ou inteiro das coisas à qual é aplicado”. Contudo, Pitágoras referia-se ao sete como o número Sagrado e Perfeito. Filolau dizia que o sete representava a mente. Macróbio considerava sete como o nó, o elo das coisas. Platão, em sua obra Timeu e Crítias, ensinava que do número sete foi gerada a alma do mundo. Santo Agostinho via nele o símbolo da perfeição e da plenitude. Também o deus Osíris era associado ao número sete, assim como as deusas gregas, Nêmesis e Adrastia, e o deus romano Marte.Na Antiguidade, era o número dos monumentos das manifestações cósmicas: os sete planetas babilônicos; os sete céus (ymgers) de Zoroastro, entre tantos outros.
Rudolf Steiner dizia que Lúcifer, o Portador da Luz, do discernimento, Phosphorus, Fiat Lux, teve sete filhos… e que sacrificou sua integridade para permitir a criação dos sete planetas do Universo e as sete cores do arco-íris.
Não podemos nos esquecer dos sete chacras (centros vitais do corpo humano) e dos sete montes da mão.
No Bava Bathra, encontra-se o seguinte aforismo em relação ao som: “Um carneiro só tem uma voz (Méééé) quando está vivo (unidade), mas depois de morto seu corpo produz sete sons: seus chifres farão duas trombetas; seus fêmures, duas flautas; sua pele revestirá um tambor; o intestino grosso se transformará em cordas para lira; e o intestino delgado proverá as pequenas cordas para a harpa.
A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Assim seja.
Amém.
Escrito por Flávia Lippi às 14h53
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